As tensões no Médio Oriente poderão agravar-se mais, após a Arábia Saudita e os Estados Unidos realizarem ataques aéreos contra milícias apoiadas pelo Irão no Iraque, acusadas de realizar acções contra forças norte-americanas e infra-estruturas energéticas sauditas na região.
As Forças de Mobilização Popular (PMF), uma coligação de milícias xiitas integrada oficialmente às forças de segurança iraquianas, afirmaram que pelo menos 20 dos seus membros morreram e 32 ficaram feridos nos bombardeamentos. O grupo classificou a operação como uma “escalada perigosa” e uma violação da soberania do Iraque.
A ofensiva ocorreu poucas horas depois de Washington acusar o Irã de lançar vários mísseis contra forças norte-americanas no Oriente Médio. O CENTCOM informou que todos os projécteis foram interceptados com sucesso, sem registo de vítimas.
Por sua vez, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC) reivindicou o ataque, afirmando que os alvos eram uma base aérea dos EUA e um centro de comando na Jordânia, em resposta ao que classificou como “actos de agressão” norte-americanos.
O conflito continua também a afectar os mercados internacionais. As preocupações com a segurança no Estreito de Ormuz fizeram subir os preços do petróleo. O barril de Brent registou uma alta de 4,3%, atingindo os 87,70 dólares, enquanto o petróleo norte-americano subiu 4,2%, para 82,62 dólares por barril.
O Estreito de Ormuz permanece um dos principais pontos de tensão entre Washington e Teerã, devido à sua importância estratégica para o transporte global de petróleo.