A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) reafirmou a intenção de lançar, em 2027, a moeda única regional, denominada ECO, mas admite que a sua implementação será feita de forma faseada.
A decisão foi anunciada no comunicado final da Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da organização, realizada no domingo, na Serra Leoa.
Segundo a CEDEAO, apenas os países que cumprirem os critérios de convergência macroeconómica — como níveis controlados de inflação, sustentabilidade da dívida pública e estabilidade monetária — integrarão a primeira fase do projecto.
A organização considera que a criação da moeda única permitirá reforçar a integração económica regional, facilitar o comércio entre os Estados-membros e promover um crescimento sustentável e inclusivo.
Entre os progressos já alcançados destaca-se o registo legal da marca ECO. No entanto, continuam por definir questões consideradas fundamentais para a concretização do projecto, entre elas a participação inicial dos países da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA), que utilizam o franco CFA.
A CEDEAO informou ainda que permanecem em discussão aspectos relacionados com a criação do futuro banco central regional, os mecanismos de tomada de decisões e a lista dos países que integrarão a primeira fase de circulação da moeda.
O processo também enfrenta desafios decorrentes da actual conjuntura política da região, uma vez que Burkina Faso, Mali e Níger abandonaram a CEDEAO, embora continuem a fazer parte da UEMOA.
As consultas entre os Estados-membros prosseguem, estando prevista uma reunião da força-tarefa responsável pelo projecto antes da cimeira de Dezembro de 2026, considerada decisiva para a definição dos próximos passos rumo ao lançamento da moeda única.