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África do Sul excluída da reunião do G20 nos Estados Unidos após tensões com Donald Trump – Correio da Kianda

Posted on September 2, 2026 by Admin

A cidade de Asheville, na costa leste dos Estados Unidos, acolhe desde segunda-feira os responsáveis pelas políticas económicas dos países do G20 para dois dias de debates estratégicos. No entanto, esta edição do encontro das maiores economias do mundo fica marcada por uma ausência de peso: a África do Sul, membro histórico do grupo e a maior economia do continente africano, não foi convidada pelo Departamento do Tesouro norte-americano, reflectindo o clima de tensão política com a administração de Donald Trump.

A decisão de excluir Pretória surge na sequência de declarações anteriores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que já havia anunciado a intenção de afastar a África do Sul da cúpula do G20 agendada para Novembro de 2026, em Miami. Este posicionamento seguiu-se à ausência de Trump no evento de 2025, realizado em território sul-africano, onde o governante norte-americano alegou, sem apresentar provas concretas, a existência de violência sistemática e confisco de terras contra sul-africanos brancos.

Crise energética e pressões comerciais sobre a China

Para além das questões geopolíticas bilaterais, a agenda de Asheville foca-se na contenção da inflação global e no abrandamento económico projectado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Um dos principais catalisadores da instabilidade económica actual é o conflito que envolve os Estados Unidos, Israel e o Irão, cujo impacto directo se faz sentir no encerramento do Estreito de Ormuz e na consequente subida dos preços da energia a nível internacional.

Neste cenário de incerteza, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, instou os membros do G20 a reverem os seus termos comerciais com a China. O objectivo de Washington é pressionar Pequim a reequilibrar a sua balança comercial, contestando o superávit chinês de 1,2 biliões de dólares, ao mesmo tempo que promove sanções económicas contra o Irão e tenta gerir a dívida pública norte-americana, que já ultrapassa os 40 biliões de dólares.

Tecnologia e restrições à imprensa internacional

O encontro também abriu espaço para debates sobre a regulamentação da inteligência artificial, contando com a participação inédita de grandes líderes do sector tecnológico privado dos Estados Unidos, como Jensen Huang (Nvidia), Sam Altman (OpenAI) e Elon Musk (SpaceX). Contudo, a inclusão de representantes estrangeiros foi rejeitada pelas autoridades norte-americanas.

A organização do evento gerou ainda forte controvérsia ao negar credenciais de imprensa a órgãos de comunicação social de referência, como o The New York Times, o The Wall Street Journal e correspondentes da Bloomberg News, limitando a cobertura mediática deste fórum económico internacional.

 

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