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UNITA acusa Governo de “dar as costas” ao poder local – Correio da Kianda

Posted on September 6, 2026 by Admin

O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, acusou o Governo de “dar as costas” ao poder local e defendeu a implementação das autarquias como condição para aproximar a governação dos cidadãos.

Ao discursar num acto político de massas, na cidade do Uíge, o líder da UNITA afirmou que a institucionalização das autarquias permitirá reforçar a cidadania, aproximar os cidadãos dos centros de decisão e garantir maior fiscalização e transparência na gestão pública.

Para Adalberto Costa Júnior, a ausência de autarquias limita a participação dos cidadãos na governação e dificulta a criação de mecanismos eficazes de acompanhamento da gestão das administrações locais.

O dirigente partidário defendeu que os angolanos que pretendem ver implementado o poder local devem fazer dessa questão um dos critérios para as próximas escolhas eleitorais.

“Angolanos que querem ver autarquias, que querem desenvolvimento, sabem em quem devem votar. A UNITA está comprometida em realizá-las”, afirmou.

No mesmo acto, Adalberto Costa Júnior voltou a apresentar o Pacto de Estabilidade Pré-Eleitoral, proposto pela UNITA, como uma iniciativa que, segundo afirmou, já ultrapassou o âmbito partidário.

O líder da UNITA disse que a proposta foi abraçada por várias instituições nacionais e deixou de ser apenas um documento do partido para se tornar, na sua perspectiva, num “documento do país”.

Segundo o político, o pacto poderá contribuir para criar melhores condições de estabilidade no período que antecede as próximas eleições.

Ao abordar a situação do Uíge, Adalberto Costa Júnior criticou o actual nível de desenvolvimento da província, apesar do potencial económico e agrícola existente.

O líder da UNITA afirmou que, 50 anos depois da independência e 24 anos após o fim da guerra, o Uíge continua a perder jovens para Luanda, para a República Democrática do Congo e para outros países, em busca de melhores oportunidades.

Como exemplo do potencial produtivo da província, citou o município do Quitexe, onde destacou a produção de mandioca, banana, milho, feijão, batata-doce e café.

Para Adalberto Costa Júnior, a exploração deste potencial poderia contribuir para criar emprego, fixar os jovens e dinamizar a economia local.

“A paz chegou ao Uíge, mas o desenvolvimento ainda está muito distante”, concluiu.

A intervenção do líder da UNITA colocou, assim, as autarquias, a participação cidadã e o desenvolvimento local entre os principais temas da agenda política apresentada no Uíge.

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