As autoridades venezuelanas actualizaram o balanço dos dois sismos que atingiram o norte do país a 24 de Junho, elevando para 6.125 o número de mortos, mais 579 vítimas em relação ao balanço anterior.
Os novos dados foram divulgados pelo presidente do Parlamento da Venezuela, Jorge Rodríguez, que informou igualmente que 60.992 pessoas receberam tratamento nos hospitais devido aos ferimentos provocados pelos abalos.
O último balanço oficial tinha sido apresentado a 24 de Julho, um mês depois dos sismos de magnitude 7.2 e 7.5 que causaram destruição em várias localidades do país.
Entre as vítimas encontram-se também cidadãos portugueses e lusodescendentes. Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, o número de mortos mantém-se em 136, dos quais 108 eram adultos e 28 menores. A maioria possuía igualmente nacionalidade venezuelana.
As autoridades portuguesas informaram ainda que cinco portugueses continuam desaparecidos, enquanto prosseguem as operações de busca e identificação.
Com a actualização do número de vítimas, a tragédia reforça a dimensão dos danos humanos provocados pelos dois sismos, que continuam a mobilizar as autoridades venezuelanas e organizações de assistência às populações afectadas.