As autoridades da República Democrática do Congo (RDC) actualizaram para 893 o número de vítimas mortais causadas pelo actual surto de Ébola, segundo o mais recente boletim epidemiológico, com dados recolhidos até 17 de julho.
O surto, declarado no leste do país a 15 de maio, já contabiliza 2.267 casos confirmados, com uma taxa de letalidade de 39,4%. As autoridades sanitárias indicam ainda que 722 pacientes continuam em isolamento ou hospitalizados, enquanto 444 pessoas conseguiram recuperar da doença.
O relatório aponta igualmente que 83,6% dos contactos de pessoas infectadas estão a ser acompanhados pelas equipas de saúde, numa operação destinada a travar a propagação do vírus.
A epidemia já ultrapassou as fronteiras congolesas e chegou ao Uganda, país vizinho que anunciou entretanto ter conseguido controlar a transmissão da doença no seu território.
Este é o terceiro maior surto de Ébola registado no mundo e o 17.º na história da República Democrática do Congo. A actual epidemia é apenas superada pelo surto que afectou a África Ocidental entre 2014 e 2016, que causou cerca de 11 mil mortes, e pelo surto ocorrido no leste da RDC entre 2018 e 2020, responsável por 2.299 mortes.
As autoridades congolesas continuam a reforçar as medidas de vigilância epidemiológica, rastreio de contactos e tratamento dos doentes para conter a evolução da doença.