O bispo da Diocese de Benguela, Dom António Francisco Jaca, destacou a maturidade dos actores políticos angolanos para garantir que as próximas eleições gerais decorram num ambiente de paz, civismo e celebração democrática. O líder religioso defendeu que o período eleitoral deve ser pautado pela apresentação de ideias e pelo respeito mútuo, evitando discursos de violência.
Durante as suas declarações, Dom António Francisco Jaca sublinhou a importância de encarar as diferenças de opinião como parte natural do processo democrático. Segundo o prelado, as divergências partidárias não devem transformar os cidadãos em inimigos, mas sim em adversários temporários que partilham o mesmo amor pela pátria. O bispo salientou que as disputas políticas servem para a troca de ideias e não para a violência, reforçando que, apesar de opiniões diferentes, todos continuam a ser irmãos e filhos da mesma pátria.
Com o processo de actualização do registo eleitoral em curso, o bispo revelou que já cumpriu com o seu dever cívico. Na ocasião, aproveitou para lançar um apelo vigoroso, direccionado especialmente aos jovens que completam 18 anos, para que se registem e exerçam o direito de voto pela primeira vez. Dom António Jaca reforçou que as instituições religiosas têm o papel fundamental de continuar a promover a paz, a tolerância e o respeito pela diferença, tendo sempre como meta o desenvolvimento socioeconómico de Angola.
O posicionamento da Igreja encontrou eco junto da direcção do MPLA. A secretária do Bureau Político para a Política Económica e Social, Mara Idalina Valente, que realizou um encontro com o bispo de Benguela, manifestou a sua satisfação pela convergência de pontos de vista. A dirigente partidária destacou a colaboração da Igreja na sensibilização dos cidadãos para a actualização do registo eleitoral e para a emissão do Bilhete de Identidade, processos considerados essenciais para o sucesso do próximo sufrágio.
Este encontro ocorreu no quadro da visita de trabalho da vice-presidente do MPLA, Mara Quiosa, à província de Benguela. A comitiva do partido dos camaradas tem desenvolvido uma agenda intensa de auscultação e diálogo, que inclui reuniões com autoridades administrativas, líderes religiosos, representantes da sociedade civil, mulheres e jovens. As actividades na província visam estreitar a coordenação com as estruturas locais do partido e acompanhar de perto as acções de mobilização política e desenvolvimento comunitário.