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Responsável na Huíla pede acções concretas para proteger os direitos das meninas – Correio da Kianda

Posted on October 12, 2026 by Admin

O combate ao casamento infantil e à gravidez precoce exige acções concretas, diálogo familiar e maior envolvimento das comunidades, defendeu, esta segunda-feira, 12, em Capelongo, província da Huíla, a chefe do Departamento Provincial da Acção Social, Francelina Tomás.

A responsável falava durante o acto provincial do Dia Internacional da Rapariga, assinalado a 11 de Outubro, sob o lema “Acabe com o Casamento Infantil e Invista nos Direitos das Meninas”, ocasião em que apelou à participação das famílias, autoridades tradicionais e religiosas na defesa dos direitos das menores.

Francelina Tomás afirmou que a protecção das meninas deve traduzir-se em oportunidades reais de acesso à educação, desenvolvimento de talentos e condições para que possam tomar decisões conscientes, com dignidade e segurança.

A responsável considerou a família o primeiro espaço de protecção e orientação das raparigas, defendendo o diálogo aberto e a escuta das suas preocupações. Apelou igualmente às lideranças comunitárias e religiosas para contribuírem para a mudança de mentalidades e a eliminação de práticas prejudiciais aos direitos das menores.

Às administrações municipais e aos parceiros sociais, pediu maior articulação dos serviços locais para acompanhar as famílias e prevenir situações de vulnerabilidade.

Segundo Francelina Tomás, o casamento infantil compromete a educação, a saúde e o desenvolvimento integral das menores, podendo provocar o abandono escolar, limitar oportunidades profissionais e aumentar a exposição à violência.

“Não basta dizer que as meninas são importantes, é necessário demonstrar através de atitudes, decisões e oportunidades proporcionadas às mesmas”, alertou a responsável, acrescentando que nenhuma rapariga deve ter os seus sonhos interrompidos pela pobreza, violência, discriminação, gravidez precoce ou casamento infantil.

O Dia Internacional da Rapariga assinala-se anualmente a 11 de Outubro, por iniciativa da Assembleia Geral das Nações Unidas, com o objectivo de promover os direitos das meninas e chamar a atenção para os desafios que afectam o seu desenvolvimento.

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