A prolongada ausência do presidente Paul Biya está alimentando críticas, com 93 anos, o chefe de Estado, que está no poder há mais de 40 anos, está na Suíça desde o início de junho.
Oficialmente o chefe de estado ausentou-se para uma estadia curta e privada, mas após quase cinquenta dias longe do país, a oposição denuncia o vácuo institucional e acusa o governo de governar “no piloto automático”.
Já o governo rejeita essas críticas e assegura que Paul Biya continua acompanhando os arquivos remotamente e tomando decisões.
Com a ausência de Paul Biya, os debates sobre a sua sucessão reacendem, em Maio passado uma reforma constitucional criou o cargo de vice-presidente, mas nenhum titular ainda foi nomeado.
O país da Àfrica vive um contexto marcado por eleições contestadas, promessas de reforma ainda aguardadas e eleições constantemente adiadas, muitos camaroneses clamam por mudanças, e a especulação sobre a era pós-Biya continua a se intensificar.