O Presidente da Nigéria, Bola Tinubu, aprovou o recrutamento de 28 mil novos militares para reforçar o combate à insegurança, numa altura em que o país enfrenta uma escalada de ataques armados, sequestros em massa e violência em várias regiões.
A decisão surge meses depois de Tinubu prometer uma resposta mais firme à deterioração da situação de segurança, comprometendo-se a aumentar a presença das forças armadas no terreno.
Em comunicado divulgado na quinta-feira, o porta-voz da Presidência, Bayo Onanuga, afirmou que a contratação dos novos efetivos representa “um marco no reforço da estrutura de segurança do país”. Segundo o responsável, o plano inclui ainda a aquisição de novos equipamentos militares e a melhoria das condições de trabalho e do bem-estar das tropas.
No âmbito das medidas, a imprensa nigeriana noticiou na semana passada que o salário mínimo dos militares de patente mais baixa foi duplicado para 100 mil nairas (cerca de 72 dólares) por mês.
Paralelamente, o Governo lançou um processo de recrutamento de 50 mil agentes da polícia, reforçando a estratégia de combate à criminalidade e aos grupos armados.
A crise de segurança na Nigéria tem gerado crescente atenção internacional. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou recentemente o Governo nigeriano de não proteger adequadamente os cristãos, alegando que estes estariam a ser perseguidos.
Abuja rejeitou as acusações, sustentando que tanto cristãos como muçulmanos têm sido vítimas da violência.
Na quarta-feira, a Presidência nigeriana revelou que Donald Trump enviou uma carta a Bola Tinubu na qual elogia a sua “liderança decisiva” e a determinação em enfrentar os desafios de segurança do país, em particular a violência que afeta as comunidades cristãs.