Em menos de 24 horas desde o início do processo, mais de 10 mil candidatos já concluíram, com sucesso, a inscrição no Concurso Público de Ingresso Externo para o recrutamento de novos agentes do quadro de pessoal do Ministério do Interior (MININT).
Segundo o referido departamento ministerial, o número foi registado até às 10 horas desta quinta-feira, 16, o que demonstra a elevada procura pelo concurso neste órgão de garante da segurança pública.
A instituição garante ainda que foram asseguradas as condições técnicas e o suporte tecnológico necessários para permitir que os utilizadores activos, que se encontram a interagir com a plataforma, possam concluir o processo de candidatura com êxito.
O período de inscrições decorre durante 15 dias úteis. O pelouro de Manuel Homem apela à serenidade dos candidatos, sublinhando que a data e a hora de submissão da candidatura não influenciam a avaliação, classificação, selecção ou preferência dos concorrentes.
Apesar do número de inscritos até agora, vários críticos do modelo de inscrição alertam para as dificuldades enfrentadas por jovens de municípios do Cuando e Cubango, onde, segundo afirmam, a inexistência de internet e de cobertura de telecomunicações impede muitos candidatos de participarem no concurso.
“Os municípios de Cuito Cuanavale, Mavinga e Rivungo não têm acesso à internet nem à comunicação. A juventude desses municípios está a ser excluída deste concurso”, afirmou Júlio Kambongue.
Júlio Kambongue considera que a realidade dessas localidades não foi devidamente considerada na definição do modelo de candidatura.
“A província do Cuando e Cubango é muito especial. Da forma que é Luanda, o Cuando Cubango não é. A inscrição para esses municípios devia ser presencial e não online. Estamos a excluir alguns municípios de participarem do concurso, o que é mau”, defendeu.
O cidadão acrescenta que, em várias localidades, não existe cobertura da operadora Unitel e que a comunicação é feita através de sistemas alternativos, o que dificulta o acesso às plataformas digitais.
Apesar das reclamações, o concurso mantém o formato exclusivamente electrónico. Das 7.682 vagas, 3.000 destinam-se à Polícia Nacional de Angola, 1.186 ao Serviço de Investigação Criminal (SIC), 1.074 ao Serviço de Migração e Estrangeiros (SME), 1.211 ao Serviço Penitenciário e 1.211 ao Serviço de Protecção Civil e Bombeiros.