O Executivo mobilizou uma equipa especializada para proceder à identificação das vítimas mortais do acidente de viação ocorrido na Estrada Nacional 100 (EN-100), na província do Cuanza-Sul, que provocou 22 mortos carbonizados e deixou 12 pessoas gravemente feridas.
Para garantir a rápida identificação dos corpos, o Governo Provincial do Cuanza-Sul criou uma comissão de emergência e destacou médicos legistas do Laboratório Central de Criminalística, provenientes da província de Benguela.
O anúncio foi feito pelo governador provincial, Eugénio Laborinho, que explicou que os trabalhos de identificação decorrem de forma rigorosa, sublinhando que os corpos apenas serão entregues às famílias para sepultamento depois de concluído todo o processo pericial.
Enquanto decorrem os procedimentos de identificação, as autoridades mantêm igualmente em curso a investigação para o apuramento das causas do acidente, considerado um dos mais graves registados nos últimos anos no país.
Em paralelo, prossegue o acompanhamento médico aos sobreviventes. A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, informou que os pacientes estão a ser estabilizados e avaliados quanto à extensão e profundidade das queimaduras, para definição do tratamento mais adequado.
A governante assegurou que o Hospital dos Queimados “Presidente Julius Nyerere” dispõe de condições técnicas para o tratamento de grandes queimados, incluindo quartos com humidade controlada, essenciais para reduzir complicações durante a recuperação.
Sílvia Lutucuta alertou, contudo, para o elevado risco de infecções neste tipo de pacientes, explicando que a destruição da pele compromete a principal barreira de defesa do organismo, tornando os doentes mais vulneráveis, sobretudo quando apresentam outras patologias associadas.
A resposta do Executivo decorre enquanto as autoridades continuam a prestar assistência às vítimas e às famílias afectadas pela tragédia, ao mesmo tempo que procuram esclarecer as circunstâncias que estiveram na origem do acidente.