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Especialista critica falta de transparência nos hospitais e defende prestação pública de contas – Correio da Kianda

Posted on August 26, 2026 by Admin

O especialista em Saúde Pública Jeremias Agostinho defende maior transparência na gestão dos hospitais públicos e considera insuficiente a existência de leis que não sejam acompanhadas de mecanismos eficazes de fiscalização e cumprimento.

Em declarações esta quarta-feira, 26, à Rádio Correio da Kianda, o especialista afirmou que, apesar de a nova Lei de Bases da Saúde prever maior prestação de contas por parte das unidades hospitalares, persistem dificuldades no acesso a informações sobre o funcionamento e desempenho dos hospitais.

Jeremias Agostinho aponta como exemplo a ausência de plataformas digitais onde os hospitais possam disponibilizar regularmente os seus relatórios e contas, bem como dados sobre o número de pacientes atendidos, tempo de espera, internamentos, custos por doente e empresas que prestam serviços às unidades sanitárias.

“Os nossos hospitais não têm sequer um site na internet para colocarem os seus relatórios e contas, do número de doentes que atendem, quanto tempo leva para os doentes serem atendidos, quantos doentes são internados e quanto é que gastam por doente”, afirmou.

Para o especialista, a disponibilização pública desses dados permitiria aos cidadãos acompanhar o desempenho das unidades sanitárias e ajudaria a reduzir a pressão sobre os hospitais.

Jeremias Agostinho defende, por isso, a criação de mecanismos digitais que permitam aos utentes consultar informações sobre os hospitais, incluindo o tempo de espera e as unidades com maior capacidade de resposta.

Segundo o especialista, a falta de informação pública e de fiscalização contribui para que os problemas do sistema de Saúde permaneçam sem o devido acompanhamento.

“A expansão não supervisiona, não temos acesso aos relatórios para ir verificando esses aspectos”, lamentou.

Jeremias Agostinho criticou ainda a necessidade de os cidadãos recorrerem às redes sociais para denunciar situações graves e conseguir uma resposta mais rápida dos serviços de Saúde.

“Para você ser atendido rápido, quase que até ter um atendimento personalizado, você tem que fazer um vídeo nas redes sociais”, criticou.

Na sua perspectiva, o funcionamento dos serviços públicos de Saúde não pode depender da exposição de casos particulares nas redes sociais, defendendo maior capacidade institucional de resposta, fiscalização e prestação de contas.

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