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China rejeita partes da declaração do G20 sobre desequilíbrios económicos – Correio da Kianda

Posted on September 2, 2026 by Admin

A China rejeitou vários trechos da declaração final dos ministros das Finanças do G20, reunidos nos Estados Unidos, sobretudo as referências aos desequilíbrios económicos globais e ao mecanismo comum para a resolução da dívida soberana dos países em situação de crise.

Pequim manteve, no entanto, a sua posição relativamente ao ponto sobre a segurança e liberdade de navegação no Estreito de Hormuz, bloqueado pelo Irão no contexto do conflito com Washington.

No final de dois dias de reuniões, os ministros das Finanças do G20 defenderam uma navegação segura, livre e sem custos no Estreito de Hormuz e nas restantes rotas marítimas internacionais.

Na declaração, os responsáveis consideraram que a liberdade, a segurança e a previsibilidade da navegação são fundamentais para a estabilidade da economia mundial e para a promoção de um crescimento sustentável.

Os ministros defenderam igualmente a necessidade de encontrar soluções para as guerras e conflitos em curso, considerando que a instabilidade geopolítica representa um risco para a economia global.

A China, porém, discordou de vários parágrafos do documento. Entre os pontos contestados estão as referências aos desequilíbrios económicos globais, que fazem uma alusão indirecta ao elevado saldo comercial favorável de Pequim.

A posição chinesa também se estendeu ao quadro comum para a resolução da dívida soberana, mecanismo destinado a apoiar países que enfrentam situações de crise da dívida.

Apesar das divergências em torno de questões económicas, o ponto relativo ao Estreito de Hormuz permaneceu na declaração, num momento em que o bloqueio da importante rota marítima aumenta as preocupações sobre o comércio internacional e a estabilidade dos mercados energéticos.

O Estreito de Hormuz é uma das principais vias de transporte de petróleo e gás do mundo, pelo que qualquer restrição prolongada à navegação poderá ter consequências nos preços da energia, nas cadeias de abastecimento e no crescimento económico global.

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