O Executivo angolano reconheceu a existência de constrangimentos no abastecimento de combustíveis no país, numa altura em que cidadãos de várias províncias enfrentam dificuldades para encontrar alguns derivados de petróleo nas bombas.
A situação tem provocado preocupação entre automobilistas, taxistas e outros consumidores, que reclamam da escassez e dos constrangimentos causados no normal funcionamento das actividades diárias.
O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino de Azevedo, afirmou que a situação está a ser acompanhada pelo Executivo, através de uma rigorosa monitorização da cadeia de abastecimento e das condições de fornecimento, com vista à reposição da normalidade no mercado.
Apesar da garantia do Governo, persistem relatos de falta de combustível em diferentes pontos do país, sobretudo nas zonas urbanas, onde automobilistas e taxistas enfrentam dificuldades para abastecer as viaturas.
Os afectados defendem uma intervenção urgente das autoridades para resolver a situação e garantir a regularidade do fornecimento.
“Tem sido difícil encontrar combustível nos últimos dias. Nós produzimos muito, por isso, é preciso que o Governo encontre formas de resolver isso com urgência”, reclamam alguns automobilistas.
Para o economista José Ambrósio, o reconhecimento oficial da situação representa um passo importante, por deixar de ser apenas uma preocupação manifestada pelos consumidores.
“É preciso adoptar medidas urgentes para normalizar o abastecimento e criar estratégias para evitar novas crises”, defende.
O economista alerta que uma eventual prolongação da escassez poderá afectar vários sectores da economia, nomeadamente os transportes, a distribuição de produtos alimentares, as empresas e o orçamento das famílias.
A actual situação volta a colocar pressão sobre o Executivo para encontrar soluções capazes de garantir o abastecimento regular de combustíveis no mercado nacional, num país que está entre os principais produtores de petróleo de África.