As alterações climáticas e a mudança do uso da terra podem aumentar a exposição das comunidades a diversos riscos, comprometendo assim a segurança ambiental, a disponibilidade de água e os meios de subsistência. A informação – qual descoberta da pólvora – foi avançada, em Luanda, pelo secretário do Estado para a Acção Climática e Desenvolvimento Sustentável de Angola, Nascimento Soares.
As alterações climáticas e a mudança do uso da terra podem aumentar a exposição das comunidades a diversos riscos, comprometendo assim a segurança ambiental, a disponibilidade de água e os meios de subsistência, descobriu Nascimento Soares, na abertura da Workshop de Lançamento da Iniciativa Nature4Health (N4H), uma iniciativa o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
No encontro que marcou o início do processo de definição do projecto de implementação da iniciativa em Angola, o responsável do Governo assegurou que o país tem adoptado medidas, no sentido de garantir que esses recursos possam ser utilizados e geridos de forma racional.
“Enquanto país que tem uma extraordinária diversidade e vários recursos naturais, esta realidade assume uma relevância particular. Os nossos ecossistemas constituem sectores fundamentais da economia nacional e garantem serviços ambientais indispensáveis para o desenvolvimento do país, a resiliência das comunidades e asseguram melhores condições de vida para as gerações presentes e futurasˮ, afirmou.
De acordo com Nascimento Soares, mostrando que – como diz o Presidente do MPLA, de Angola e Titular do Poder Executivo, João Lourenço, “o MPLA fez mais em 50 anos do que os portugueses em 500” – Angola tem vindo a consolidar, de forma progressiva, um conjunto robusto de políticas estratégicas, com instrumentos orientadores que reconhecem a interdependência entre a conservação da natureza, a acção climática, a saúde pública e o desenvolvimento sustentável.
Neste sentido, destacou o Plano Nacional de Desenvolvimento 2023–2027, a Estratégia Nacional da Biodiversidade 2022–2035, as Contribuições Nacionalmente Determinadas, que vão até 2035, e o Plano de Acção da Biodiversidade 2026–2030.
“Assim como diversos instrumentos legais que estão a ser regulamentados e destinados à gestão sustentável dos recursos naturais, à conservação da biodiversidade e à protecção dos ecossistemasˮ, frisou.
O secretário do Estado para a Acção Climática e Desenvolvimento Sustentável sublinhou que o compromisso de Angola com a agenda ambiental global continuará igualmente a ser reafirmado em grandes montras, dentre as quais a 17.ª Conferência das Partes sobre Diversidade Biológica, que será realizada de 19 a 30 de Outubro de 2026, e a 31.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas, agendada de 9 a 20 de Novembro de 2026.
Nestes importantes fóruns internacionais, segundo explicou, Angola apresenta os progressos alcançados na implementação das suas políticas ambientais e climáticas, reafirmando o seu compromisso com a conservação da biodiversidade, a adopção e utilização sustentável dos recursos naturais e a construção de um modelo de desenvolvimento resiliente, inclusivo e sustentável.
Contudo, referiu que os desafios actuais exigem que “alcancemos uma maior integração sectorial, reforçando os mecanismos de coordenação institucional e a partilha de informação, a produção de dados e a partilha de conhecimento científico, a utilização de evidências científicas para apoiar a tomada de decisão”.
“Mais do que criar uma estrutura, é importante fortalecer as sinergias entre os instrumentos já existentes, potencializando investimento e promovendo abordagens preventivas aos riscos que afectam simultaneamente a saúde humana, a saúde animal e a saúde ambientalˮ, reforçou.
O Estado angolano (há 50 anos nas mãos do MPLA), segundo garantiu, continuará empenhado em reforçar a gestão ambiental, a conservação da biodiversidade, a adopção e adaptação às alterações climáticas e a utilização sustentável dos recursos naturais, em conformidade com as prioridades nacionais e com os compromissos internacionais assumidos.
A iniciativa Nature4Health promove a abordagem integrada do ambiente, da saúde, da agricultura e pecuária, da gestão da vida selvagem e dos serviços veterinários. Apresenta-se como uma plataforma estratégica para operacionalizar a abordagem Uma Só Saúde.