O Senegal foi designado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para liderar o processo de mediação da crise política na Guiné-Bissau, apresentando às autoridades de transição um plano com várias fases para conduzir o país até às eleições legislativas e presidenciais previstas para 6 de Dezembro.
A iniciativa pretende facilitar o diálogo entre os diferentes actores políticos guineenses e garantir o cumprimento do calendário eleitoral definido pelas autoridades de transição, que inclui também a realização de um referendo constitucional previsto para 30 de Agosto.
A crise política na Guiné-Bissau teve origem na tomada de poder pelos militares a 26 de Novembro de 2025, após um período de instabilidade associado ao processo eleitoral. Na sequência dos acontecimentos, as instituições democráticas foram suspensas e o país passou a ser conduzido por uma estrutura de transição.
A situação levou à suspensão da Guiné-Bissau da CEDEAO e de outras organizações internacionais, como a União Africana, enquanto permanecem os esforços diplomáticos para o regresso à normalidade constitucional.
Com a entrada do Senegal como mediador, a expectativa é que o processo permita criar condições para eleições credíveis e para a restauração plena das instituições democráticas no país vizinho.