Pelo menos 14 pessoas morreram e mais de duas dezenas ficaram feridas este domingo na sequência de um atentado suicida que atingiu uma manifestação pela paz na cidade de Kabal, no Vale do Swat, província de Khyber Pakhtunkhwa, no noroeste do Paquistão. O ataque ocorreu no momento em que centenas de manifestantes protestavam contra o recrudescimento da violência e exigiam maior segurança na região.
Segundo as autoridades paquistanesas, o atacante tentou entrar nas instalações da esquadra de polícia de Kabal, onde decorria a concentração. Impedido pelas forças de segurança, fez explodir o colete de explosivos junto ao portão principal, provocando um elevado número de vítimas entre manifestantes e agentes da polícia. Entre os mortos estão civis e vários polícias.
A manifestação, organizada por grupos da sociedade civil e líderes comunitários, pretendia exigir medidas mais eficazes contra a crescente actividade de grupos armados no Vale do Swat, uma região que tem registado um aumento dos ataques nos últimos meses. Os participantes defendiam paz, estabilidade e maior presença das autoridades para travar a insegurança.
As forças de segurança isolaram o local e iniciaram uma investigação para determinar as circunstâncias do atentado. Até ao momento, nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque, embora as autoridades mantenham suspeitas sobre organizações extremistas que actuam na região.
O Presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, e o primeiro-ministro, Shehbaz Sharif, condenaram o atentado, apresentaram condolências às famílias das vítimas e reafirmaram o compromisso do Governo em prosseguir o combate ao terrorismo e ao extremismo no país.