O Executivo angolano quer reforçar a capacidade do país para prevenir e responder a ataques cibernéticos, através de investimentos em infra-estruturas tecnológicas estratégicas que reforcem a segurança digital nacional.
A garantia foi dada pelo secretário de Estado para a Comunicação Social, Nuno Caldas Albino, durante a 4.ª Sessão Legislativa da V Legislatura, realizada na sexta-feira, 31 de Julho, em Luanda. Segundo o governante, iniciativas como o Data Center, o Domínio .ao e outras plataformas tecnológicas integram a estratégia do Executivo para reduzir a vulnerabilidade de Angola face ao aumento das ameaças cibernéticas.
Nuno Caldas Albino explicou que a crescente digitalização da economia e dos serviços públicos torna sectores como as telecomunicações, a banca e outras instituições cada vez mais expostos a ataques informáticos. Perante este cenário, defendeu o reforço das políticas de cibersegurança e o investimento contínuo em mecanismos de protecção das infra-estruturas digitais do país.
O secretário de Estado comentou ainda o ataque cibernético que atingiu a Unitel na madrugada da última terça-feira, considerando que a operadora actuou de forma rápida e adequada para conter os impactos da ocorrência.
“O que ocorreu com a Unitel, naturalmente que o legítimo foi a empresa accionar os mecanismos de prevenção e preservação dos dados, tão logo foi registado o ataque”, afirmou.
As declarações surgem poucos dias depois do incidente que afectou a maior operadora móvel do país, reacendendo o debate sobre a necessidade de fortalecer a cibersegurança nacional e aumentar a capacidade de resposta de Angola perante ataques cada vez mais sofisticados de hackers.