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UNITA diz que crescimento económico não acompanha aumento da população – Correio da Kianda

Posted on October 14, 2026 by Admin

O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, considera que o crescimento da economia angolana não tem sido suficiente para acompanhar o aumento da população, situação que, segundo o líder da oposição, contribui para a redução do rendimento médio dos cidadãos e agrava as dificuldades sociais no país.

Durante a sua comunicação ao país, esta quarta-feira, 14, Adalberto Costa Júnior afirmou que Angola registou um crescimento populacional de cerca de 11 milhões de habitantes entre 2014 e 2024, passando de 25,8 milhões para 36,6 milhões de pessoas, de acordo com os dados do Censo Geral da População e Habitação de 2024.

Segundo o presidente da UNITA, a população angolana cresce a um ritmo de aproximadamente 3,5% ao ano, o que exige um crescimento económico superior a essa taxa para evitar a diminuição do rendimento médio por habitante.

O líder da UNITA defendeu que o país precisa de transformar a sua estrutura económica, reduzindo a dependência do petróleo e apostando na produção nacional, na criação de empregos e no desenvolvimento dos sectores produtivos em todas as províncias.

Adalberto Costa Júnior destacou ainda o peso da população jovem nos desafios do desenvolvimento. Segundo os dados apresentados na sua intervenção, seis em cada dez angolanos têm menos de 25 anos, o que aumenta a pressão sobre o mercado de trabalho, as escolas e as universidades.

Para o dirigente político, a incapacidade de criar oportunidades de emprego, formação e rendimento para os jovens pode transformar o crescimento demográfico numa fonte de tensão social, em vez de representar uma vantagem para o desenvolvimento do país.

Na mesma comunicação, o presidente da UNITA reconheceu alguns progressos no acesso à electricidade da rede pública, à água apropriada para beber e ao registo de nascimento. No entanto, considerou que persistem dificuldades estruturais, sobretudo no sector da educação, onde, segundo os números citados, 4,5 milhões de crianças e jovens, dos 5 aos 18 anos, estavam fora do sistema de ensino em 2024.

Adalberto Costa Júnior defendeu, por isso, um modelo de governação orientado para resultados concretos na vida da população, com uma economia capaz de produzir mais, criar empregos e melhorar as condições de vida dos angolanos.

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